Entry: acto Monday, February 20, 2012



Podia escrever apenas
que as palavras;
o poema tem coisas
dentro
e todos me diriam
que sim, ou que as
palavras são um poema
porque também.
talvez por isso,
talvez por tantas outras
coisas
não me fascine ser
também
poeta. nem mesmo com
coisas
dentro.

sou as palavras
de mim próprio
mais que a corrente
inexistente dos reconhecidos
homens vagos.
morrer faz parte de mim
sozinho
porque também a morte
como a vida
faz mais sentido se
ninguém estiver a
ver.
a considerar sobre.

escrever para ninguém
para sempre.


   1 comments

groze
March 2, 2012   10:36 AM PST
 
escrever para ninguém para sempre parece-me bem. mas ao menos vamos escrevendo pelo menos um para o outro ou, por outra, vamo-nos lendo um ao outro. e em tardes de solidão e de angústia só as tuas palavras me vão servindo de alguma coisa durante um convívio na esplanada ou só aqui, já na sala dos computadores, sem forças para voltar a casa.

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