mortir
August 24th 1991  (Age 26)
Male

   

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telefone alimentado a madeira

Assuntos mecânicos concêntricos adormecem as
memórias, confirmam a melancolia.
Encontraram-no fora da voz, louco de
insígnias. Faltam unhas.
Carne mastigada, estilhaços,
janelas sem ângulos, honestas de
sangue...
O propósito obscuro,
conta-nos, vertebral, o útero
das coisas queimadas amolece das
órbitas.
Sopram por dentro
encaixam mortos nos lugares efémeros.
Acreditam, veementes, nos assuntos
imaculados. Velcro nos olhos ovíparos omnívoros.
Sente-se ferrugem antiga
nos lábios cansados de mortes,
sente-se cromatina no périplo.
E eu, afónico, resto de
tudo, hoje, louco, aqui me
espero de ontem, aqui me
torno a flor de lótus.
Clímax. Sou eu.
E eu, adorno, desembarco nas
humidades.
Fértil chão da morte.


27/X/2008

groze & Su & Mortir



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Sunday, April 29, 2012
Verso de página

Arde-me o céu da boca,
o pântano entre os dedos
onde restam pedaços de
ti e de mim quando um
abraço podia fazer sentido
durante a noite; durante a
madrugada. calo-me para
ouvir melhor o corpo
ofegante de tempo mas
o teu abraço já não é sequer
 abstracto. acaba um sorriso
no colapso mecânico que
brota entre as costelas.
a vedação está coberta
de sonho, de pombos
com facas no bico e
nenúfares nas patas.
somos animais de luz
a correr depressa demais
contra os olhos para lá da
imaginação possível.
levantamo-nos tarde e
estamos nus mas isso é inconcreto.
apagas-me um cigarro no pescoço
e é o beijo possível,
o corpo inflamado a construir
estruturas aladas no
rosto da impotência.
tenho a dimensão exacta de
uma árvore decepada:
deixo a cabeça cair entre as
tuas pernas e mitifico o silêncio
do fogo enquanto as portadas
encerram a tempestade.


Posted at 06:41 pm by mortir

Name
September 20, 2012   07:04 AM PDT
 
Morreu
Gustavo Horta
May 2, 2012   03:12 AM PDT
 
Em resposta ao Name (aprecio sempre comentadores anónimos, de resto), parece-me que isso é um mero ponto de vista. Há quem não sofra com o amor, há quem não sofra com o desemprego, há quem não sofra com a solidão, há quem não sofra com... o excesso de socialização. E há quem sofra com umas dessas coisas, e não com outras. E quem sofra com todas essas coisas, e não com outras. E quem transpareça não sofrer com nada. Claro que compreendo, sinto também isso: faz parte das pessoas ridículas, como nós, como eu, como o mortir, como o/a Name. Percebo o que se quer dizer e subscrevo, para mim, para nós, que não queremos - não podemos - deixar que o amor seja uma coisa medíocre. É talvez a última coisa que não podemos mesmo deixar que se torne medíocre, quando tudo o resto o é. Pedem-nos, cada vez mais, que sejamos ecléticos, bons "a tudo", mas não excepcionais a nada. Ao menos que o amor seja excepcional. E, para o ser, sim, não há nada que nos magoe mais. Que nos doa mais. No fim de contas, se não nos doer também não vale assim tanto a pena. E, depois, não nos sobra escrever sobre nada.

Em relação ao poema, tenho só o mesmo de sempre a dizer: atinge-me como todos os teus poemas. Cria estas imagens, este universo próprio que vai sendo teu e nosso, dos que te lêem. E ler-te vai(-me) ajudando a ver alguma beleza nisto tudo. Faz sentido o que dizes. Sempre. Faz sentido a dor do amor, a dor da vida. Ou, então, nem valia a pena estarmos aqui. Se sofremos é porque nos entregamos. Se nos entregamos, há pelo menos a hipótese remota de sermos felizes a sério, mesmo que soframos a sério, muito tempo, até lá chegarmos.
Name
April 30, 2012   08:00 AM PDT
 
Pergunto-me se algum dia encontrarás mais que dor no amor. Não há verso nessa página.
 

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