mortir
August 24th 1991  (Age 25)
Male

   

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telefone alimentado a madeira

Assuntos mecânicos concêntricos adormecem as
memórias, confirmam a melancolia.
Encontraram-no fora da voz, louco de
insígnias. Faltam unhas.
Carne mastigada, estilhaços,
janelas sem ângulos, honestas de
sangue...
O propósito obscuro,
conta-nos, vertebral, o útero
das coisas queimadas amolece das
órbitas.
Sopram por dentro
encaixam mortos nos lugares efémeros.
Acreditam, veementes, nos assuntos
imaculados. Velcro nos olhos ovíparos omnívoros.
Sente-se ferrugem antiga
nos lábios cansados de mortes,
sente-se cromatina no périplo.
E eu, afónico, resto de
tudo, hoje, louco, aqui me
espero de ontem, aqui me
torno a flor de lótus.
Clímax. Sou eu.
E eu, adorno, desembarco nas
humidades.
Fértil chão da morte.


27/X/2008

groze & Su & Mortir



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Monday, February 20, 2012
acto
Podia escrever apenas
que as palavras;
o poema tem coisas
dentro
e todos me diriam
que sim, ou que as
palavras são um poema
porque também.
talvez por isso,
talvez por tantas outras
coisas
não me fascine ser
também
poeta. nem mesmo com
coisas
dentro.

sou as palavras
de mim próprio
mais que a corrente
inexistente dos reconhecidos
homens vagos.
morrer faz parte de mim
sozinho
porque também a morte
como a vida
faz mais sentido se
ninguém estiver a
ver.
a considerar sobre.

escrever para ninguém
para sempre.



Posted at 03:36 am by mortir

groze
March 2, 2012   10:36 AM PST
 
escrever para ninguém para sempre parece-me bem. mas ao menos vamos escrevendo pelo menos um para o outro ou, por outra, vamo-nos lendo um ao outro. e em tardes de solidão e de angústia só as tuas palavras me vão servindo de alguma coisa durante um convívio na esplanada ou só aqui, já na sala dos computadores, sem forças para voltar a casa.
 

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