mortir
August 24th 1991  (Age 25)
Male

   

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telefone alimentado a madeira

Assuntos mecânicos concêntricos adormecem as
memórias, confirmam a melancolia.
Encontraram-no fora da voz, louco de
insígnias. Faltam unhas.
Carne mastigada, estilhaços,
janelas sem ângulos, honestas de
sangue...
O propósito obscuro,
conta-nos, vertebral, o útero
das coisas queimadas amolece das
órbitas.
Sopram por dentro
encaixam mortos nos lugares efémeros.
Acreditam, veementes, nos assuntos
imaculados. Velcro nos olhos ovíparos omnívoros.
Sente-se ferrugem antiga
nos lábios cansados de mortes,
sente-se cromatina no périplo.
E eu, afónico, resto de
tudo, hoje, louco, aqui me
espero de ontem, aqui me
torno a flor de lótus.
Clímax. Sou eu.
E eu, adorno, desembarco nas
humidades.
Fértil chão da morte.


27/X/2008

groze & Su & Mortir



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Friday, September 02, 2011
Deniespair
os ciganos em volta
para que o incêndio
subisse o elevador
até ao quinto andar
mas o desespero
do sonho contrafeito
a carregar no alarme
com as duas mãos,
a dilacerar os pulmões
numa agonia electrizante.
o sorriso indiferente dos
vizinhos enquanto a cabeça
decepada pelo aço.
a poesia debaixo do tapete
dos apartamentos e ninguém a
precisar dela senão quando alguém
se esquece da chave de casa
e uma réplica escondida dentro
do poema.
um aquário de ritmo e silêncio
ocasionais. um génio humano
capaz de uma chave, mesmo
assim, sem saber que a poesia.
sim, isso mesmo.

para quê, portanto?

o vidro esverdeado,
estilhaçado
a plantar o coração
de sangue.
a explicar a inutilidade
a utilidade
do meu corpo morto
quando a poesia, sem dono,
uma perspectiva
invisível.



Posted at 03:50 pm by mortir

 

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